Talvez eu esteja sendo cético demais, talvez um dia algum deles me prove errado e me mostre um projeto que saiu do papel, uma ideia que virou algo além de palavras jogadas ao vento. Talvez. Mas olhando ao redor, só vejo ervas, álcool barato e a promessa de arrependimentos adiados. E a última coisa que quero é acordar daqui a dez anos percebendo que fiquei preso numa teoria bonita demais para ser verdadeira.
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Que merda é essa? eu pirei?
Nunca abri um coco na unha nem ralei no sol, mas pelo menos sei reconhecer um beco sem saída quando vejo um. Esse lugar aqui tem seu charme: a fumaça subindo devagar, o violão desafinado, as conversas sobre revoluções que nunca acontecem. Mas entre um trago e outro, entre um gole e uma risada arrastada, começo a perceber que o tempo aqui não anda, ele escorre.
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