Schopenhauer dizia que o mundo é só uma representação criada pela nossa mente. Ou seja, tudo que vejo, sinto e acredito pode ser só ilusão. E se for? Se essa estrada que escolhi não for liberdade, mas só um jeito bonito de fugir?
Nietzsche pegou essa ideia e virou do avesso. Se a vida é um caos de vontades insaciáveis, então o jogo é aprender a dançar com isso, transformar sofrimento em força. Raul Seixas já cantava isso sem precisar de filosofia pesada. Prefiro ser uma metamorfose ambulante. Mas será que tô mudando mesmo ou só girando sem sair do lugar?
Schopenhauer trouxe o budismo pra filosofia ocidental, falando do desapego das vontades. Mas como se desapega quando é a própria busca que me mantém andando? Não sei. Só sei que, seja fuga ou transformação, sigo caminhando. E como diria Belchior, amar e mudar as coisas me interessa mais.
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